sábado, 24 de dezembro de 2011

Deixai vir a mim as criancinhas

      Porque que quando a gente era pequenino a gente adorava quando faltava água e o nosso pai ia encher uma bacia pra gente tomar um banho de cunha?E agora depois de grande a gente lamenta a falta d’água, torce pra ter motivo para entrar logo na justiça contra a companhia de água responsável e acha um programa de índio ter que encher água numa bacia?

       Porque será que quando a gente era pequenino a gente adorava quando faltava energia para ver melhor o céu, as estrelas...Isso era motivo de reunião familiar. Ficavam todos reunidos na calçada mesmo que por força da falta de luz. Lá se punham a conversar e ver o céu...e agora, adulto, a gente lamenta porque quer ficar vendo novelas e/ou no facebook?

       Porque será que quando a gente era pequenino a gente via luz o ano todo  e nós adultos nem reparamos com sensibilidade as luzes a colorir a cidade?

       Porque será que quando a gente era pequenino a gente achava que todo tempo é de celebrar e estar junto e quando adultos só fazemos isso na época do natal?

      Porque nós quando pequeninos prestávamos atenção aos detalhes e quando crescemos perdemos a sensibilidade?
      E porque éramos tão espontaneos e agora fazemos papel de gente grande?Poxa como a gente é pequeno, né?

       "Obrigada, meu Deus porque escondeste estas coisas dos sábios e inteligentes e a revelastes aos pequeninos"
      Só mesmo com o coração de criança se consegue ver a luz verdadeira e sentir o valor da agua viva sobre nós!
 


sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

A Primavera JAZ (em) MIM

      A primavera este ano aconteceu de modo singular. Algo mudou (mesmo!) de rota dentro de mim. E fora também. A orquestra do Universo me trouxe a sintonia nas escolhas, encontros, humores. A leveza das florzinhas pequeninas dos canteiros da cidade que alguém fez o amoroso favor de nos atentar me fazem lembrar dos pequenos milagres do nosso dia a dia que só se pode ver bem com o coração. Entreolhares fizeram aguçar minha visão para toda beleza da vida no seu simples pulsar.
      Se no ano passado cultivei, literalmente, a vida de flores, neste, o fruto de meus caprichosos mimos se derramaram com gratidão aos detalhes, abençoando os meus dias. E se doei os cultivos a novas mãos e terras, as flores nasceram poeticamente este ano no meu peito.
      A Terra do meu Coração foi regada a novas expectativas. E os primeiros dias primaveris foram bailantes nos palcos da vida. Muitas flores de nós bailaram em cia.
      E os brotinhos cantaram ao som de despedidas. Novo ciclo ocupacional tomou conta dos meus dias. Nova labuta. Bem mais tranquila. Numa proposta ousada de PAZ que, assim como as flores, ousam desafiar, inclusive, os mais rudes. E mesmo aquele (dente) que não queria mais estar em mim, se despediu de minha bochecha sem muito esforço.
      Muitas coisas se fizeram entre o novo e o velho fazer. Até um elo feliz num reencontro singular. Ao ápice desta primavera desabrocha os mais puros sentimentos que noutras flores foram platonicamente sublimados. Agora, mas ainda sem pressa, o sorrateiro jardineiro sentiu o suave aroma ao (a)colher e tatear cuidadosamente a calorosa rosa vermelha. Como um beija-flor, em afetos sutis, prova gotinhas do néctar da disposta primavera que há em mim.

         E ao final desta estação vivi o Advento abraçando, a cada adormecer, as lembranças floris desse front de amor, sonhando as novas possibilidades. Saudade do que virá. Art-nouveau da natureza. As emoções cheias de cores deixam saudades pra curar neste verão. E enquanto o amor não vem cuido de acolher todos os seus sinais. 
        Quando a flor desabrochar, o Sol aparece. E o Verão vem sucessor fiel, nasce para dar a vida abundante a toda flor que jaz em mim!FáSol


a HisTórIa da ViDa EteRnA - Cena X

         "Naqueles dias levantou-se Maria, foi apressadamente à região montanhosa, a uma cidade de Judá,entrou em casa de Zacarias e saudou a Isabel. Ao ouvir Isabel a saudação de Maria, saltou a criancinha no seu ventre, e Isabel ficou cheia do Espírito Santo, e exclamou em alta voz: Bendita és tu entre as mulheres, e bendito é o fruto do teu ventre! E donde me provém isto, que venha visitar-me a mãe do meu Senhor? Pois logo que me soou aos ouvidos a voz da tua saudação, a criancinha saltou de alegria dentro de mim. Bem-aventurada aquela que creu que se hão de cumprir as coisas que da parte do Senhor lhe foram ditas."