A primavera este ano aconteceu de modo singular. Algo mudou (mesmo!) de rota dentro de mim. E fora também. A orquestra do Universo me trouxe a sintonia nas escolhas, encontros, humores. A leveza das florzinhas pequeninas dos canteiros da cidade que alguém fez o amoroso favor de nos atentar me fazem lembrar dos pequenos milagres do nosso dia a dia que só se pode ver bem com o coração. Entreolhares fizeram aguçar minha visão para toda beleza da vida no seu simples pulsar.
Se no ano passado cultivei, literalmente, a vida de flores, neste, o fruto de meus caprichosos mimos se derramaram com gratidão aos detalhes, abençoando os meus dias. E se doei os cultivos a novas mãos e terras, as flores nasceram poeticamente este ano no meu peito.
A Terra do meu Coração foi regada a novas expectativas. E os primeiros dias primaveris foram bailantes nos palcos da vida. Muitas flores de nós bailaram em cia.
E os brotinhos cantaram ao som de despedidas. Novo ciclo ocupacional tomou conta dos meus dias. Nova labuta. Bem mais tranquila. Numa proposta ousada de PAZ que, assim como as flores, ousam desafiar, inclusive, os mais rudes. E mesmo aquele (dente) que não queria mais estar em mim, se despediu de minha bochecha sem muito esforço. Muitas coisas se fizeram entre o novo e o velho fazer. Até um elo feliz num reencontro singular. Ao ápice desta primavera desabrocha os mais puros sentimentos que noutras flores foram platonicamente sublimados. Agora, mas ainda sem pressa, o sorrateiro jardineiro sentiu o suave aroma ao (a)colher e tatear cuidadosamente a calorosa rosa vermelha. Como um beija-flor, em afetos sutis, prova gotinhas do néctar da disposta primavera que há em mim.
Quando a flor desabrochar, o Sol aparece. E o Verão vem sucessor fiel, nasce para dar a vida abundante a toda flor que jaz em mim!FáSol
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